domingo, 13 de setembro de 2009

CRIANÇA

Quando criança brincava sozinha de fechar os olhos e imaginar o espaço. Tudo preto azulado e alguns pontinhos brilhantes fugidios. Como se nada existisse. Nem eu, nem você, nem a cor ou o som. Só o espaço. O nada. O barulho ensurdecedor do silêncio e a mente vazia. E ali eu ficava por algum tempo, que contado assim no relógio qual eu não saberia. Mas passava e eu partia para uma nova brincadeira. Até hoje eu lembro e sinto o que sentia, apesar de já não mais saber brincar tão direito como eu fazia.

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