domingo, 13 de setembro de 2009

Apenas um Sorriso



O sol nem raiava e os sonhos do menino já eram interrompidos. Uma madrugada chuvosa se fazia presente. Ele olhava ao redor: “não tem jeito. É preciso ir”. O sono, o frio, eram todos, obstáculos inaceitáveis no interior daquele quartinho.
O dia seria duro. Muito trabalho, muita necessidade. Muita luta. Mas não era momento de praguejar. Ainda sonolento, o menino despede-se de sua casa e sai em direção àquele dia que o espera.
Apesar da chuva, a rua está movimentada. Pessoas passam apressadas por aquele insignificante menino. Uma solidão arrebatadora lhe afoga a alma. Senta-se para respirar. Um aperto em seu peito que não parece ter fim. Chora.
Uma senhora comovida com o choro do menino lhe pergunta o que ele precisa. O menino levanta a cabeça, olha nos olhos da senhora e lhe responde, sem que mude a expressão: “preciso apenas de um sorriso!”.

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