segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Quando chove. Quando chove molha. Quando chove lava. Quando chove só chove. Quando chove cresce. Quando chove dança um colorido de guarda-chuvas. Quando chove olho fixo no chão. Quando chove prendo-me. Quando chove. Quando chove. Quando chove lá na estrada onde não estou mais? Lá naquela casinha perdida e solitária na estrada que continua lá. Por isso chove. Para lavar aquela casinha. Não quero estar aqui. Gostaria de nos dias de chuva estar lá. Sozinha. Talvez assando um pão. Viriam me visitar os amores que eu ainda não tive. Receberia os mortos também, mas eles não chegariam molhados. Trariam livros de presentes. Livros que eu nunca pensaria em ler. Lá estaria uma melhor amiga que tocaria gaita e me ensinaria a tocar acordeom. Teria um velha com cabelos brancos que não pararia nunca de girar e dançar, comemorando a vida.

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