Palpite!
Gosto de palpitar, com o barulho da chuva não vou fazer outra coisa.
Ali fico imóvel, esperando a morte chegar?
Não! Tudo por esse meu ego-não-local que salta de um corpo para outro.
Tudo por conta do palpite, que abita.
Mas o que fazer nesse ínterim, onde o eu antigo acessa as informações do eu local.
Rasão aristotélica de um assalto: correr, bater, chorar.
Alarme de uma bomba: fugir, verificar, chorar, morrer.
O gato morto, abrir a porta, 50% esperar por uma mensagem do amigo que abriu a porta primeiro.
Mas viver no âmbito do talvez, a duvida asolada de palpite? Não!
Não vou reagir, vou verificar a bomba e abrir a porta, não vou patinar, vou me jogar no gelo tudo junto misturado derretendo em idéias novas, até ficar velho.
Até a hora de minha morte, palpitar.
Amém!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
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